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Comissão vai investigar enterro em vala comum de vítimas de acidente em Moçambique

A Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) de Moçambique vai investigar o enterro numa vala comum de 10 corpos de vítimas de um acidente de viação que ocorreu este mês na província de Inhambane, sul do país.
Falando durante uma conferência de imprensa, hoje, em Maputo, Custódio Duma, presidente da CNDH, uma entidade estatal, afirmou que a instituição vai avaliar a possibilidade de exumação, identificação e entrega dos corpos aos seus familiares, para um enterro condigno.

"A vala comum é uma possibilidade, mas só quando não houver outra. O normal é que, havendo óbito", o corpo "seja entregue aos seus familiares", declarou Custódio Duma.

A CNDH, prosseguiu, não tem a certeza de que as autoridades da província de Inhambane tenham esgotado todas as possibilidades de identificação das vítimas que morreram carbonizadas no acidente.

"Tendo em conta o avanço tecnológico, a CNDH ainda não tem certeza se as autoridades, de facto, esgotaram todos os mecanismos possíveis para identificar aqueles corpos", assinalou Custódio.

Por norma, continuou, a identificação leva um tempo relativamente longo e a celeridade com que os 10 corpos foram enterrados numa vala comum levanta questões.

O acidente, ocorrido no dia 03 de setembro, matou 12 pessoas, tendo sido reconhecidas pelos familiares apenas duas, e provocou 48 feridos, quando o autocarro em que seguiam se despistou e ardeu depois do rebentamento de um dos pneus.

Lusa