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Ministra da Educação promete pagamento de horas extras até final do mês

A Ministra da Educação e Desenvolvimento Humano disse, ontem, que os professores continuarão a fazer horas extras no ensino público, pois falta dinheiro para contratar o número ideal de novos professores. “As horas extras vão continuar a existir, porque a nossa rede escolar aumentou, o número de alunos também está a aumentar cada vez mais”, disse a ministra, depois de depositar uma coroa de flores em homenagem aos heróis nacionais, acto que marcou as cerimónias centrais do dia do Professor.

De acordo com a ministra, o país continua a necessitar de mais professores e o próximo ano não fugirá à regra.

Comentando as recentes manifestações dos professores em Gaza, que levaram à paralisação de aulas durante cerca de uma semana, por falta de pagamento de horas extras, Sortane revelou que atrasos no pagamento deste valor não são apenas de Gaza, mas de todo o país, estando em curso medidas para a sua solução.

“Não falamos apenas de Gaza. Em quase todas as províncias, temos problemas com as horas extras, mas o processo está a andar. Já temos dados preparados e a serem enviados ao Ministério da Economia e Finanças. Creio que, até finais de Outubro, teremos concluído o problema de horas extras de 2017”, disse.

Na mesma ocasião, a ministra avançou que, após a conclusão do processo de horas extras referentes ao ano 2017, o ministério irá proceder ao pagamento de horas extras em dívida dos anos anteriores. “Temos horas referentes aos anos 2016, 2015. Temos, ainda, algumas províncias com um ou dois meses de horas extras referentes ao ano 2014”, disse Conceita Sortane.

Segundo a Organização Nacional dos Professores, a situação dos professores em Gaza está a ser monitorada e foram alcançados alguns progressos.

“A informação que temos é de que as horas extras estão a ser pagas paulatinamente. Estamos a fazer um levantamento ao nível do país para saber, efectivamente, o número exacto de professores que não têm horas extras, no sentido de tomarmos providências e negociarmos com o Governo para termos as horas extras em dia”, disse Francisco Nogueira, secretário-geral da ONP.

Dados do “Informe Orçamental 2017: Educação”, produzido pelo UNICEF-Moçambique, indicam que não houve grandes mudanças no rácio professor/aluno no país.

Como forma de reverter este cenário, o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano prevê contratar mais sete mil professores para o ano lectivo 2018